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  Domingo, 17 de Dezembro de 2017
   
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O Rico e o Pobre

 

o pobre

És rico e eu sou pobre

Sou honesto, nunca minto

Além da pobreza, sou nobre

Muitas vezes apertando o cinto

 

o rico

A mim nada me falta

Tenho tudo que preciso

Ando sempre à tripa farta

Estou num verdadeiro paraíso

 

o pobre

Não é com o teu trabalho

Que alcançaste tanta grandeza

Medraste muito é claro

À custa da minha pobreza

 

o rico

Não digas tal, imbecil

Eu sempre paguei

Com gordas notas de mil

Sem elas eu fiquei

 

o pobre

Não nego que me pagavas

Do meus esforço, um quarto

Era tudo quanto me davas

Com o resto ficavas farto

 

o rico

Cala-te imbecil

Põe-te daqui para fora

Se te falto com as mil

Tens de andar a pedir esmola

 

o pobre

Esmola não peço

Enquanto tiver saúde

Gosto do trabalho e posso

Atéq ue isto mude

 

o rico

Tens sonhos de aventura

Pensas que isto vai mudar?

Quen nasceu com tanta ventura

É rico, não precisa de trabalhar

 

o pobre

Tenho visto muita grandeza

Neste mundo de quimera

Quanta e quanta riqueza

Sem que se espere, cai por terra.

 

Poeta popular Srº Agostinho

"O Noso Jornal", nº23 Setembro de 1996


 
 

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